Anúncio 'algemado' alerta sobre o trabalho escravo no Brasil
"Trabalho escravo. Vamos abolir de vez essa vergonha". Este é o slogan do anúncio criado pela AlmapBBDO para a campanha nacional contra o trabalho escravo no Brasil. Foi criado para a OIT (Organização Internacional do Trabalho) e CONATRAE (Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo) e veiculado nas revistas Trip e TPM. O interessante deste anúncio são duas mãos algemadas em correntes típicas usados pelos escravos no século XIX, que unem as páginas das revistas. Ao abrir as páginas, os elos se rompem e o leitor se depara com a mensagem "infelizmente, acabar com o trabalho escravo não é tão fácil assim". Com informações do site Ads of the World.
Pele 33% mais macia, paladar com 31% a mais de sensibilidade e um cheiro melhor. Estes são os conceitos das peças criadas pela agência indiana Percept H para a Fundação de Apoio a Pacientes de Câncer (CPAA Índia). Enquanto muitos países como Brasil, Austrália, Cingapura e Alemanha fizeram campanhas de impacto destacando as conseqüências negativas do fumo, esta campanha mostrou as vantagens de largar o cigarro. Além de mexer com a vaidade de quem fuma, as peças tentam sensibilizar os fumantes a conhecer outros benefícios de uma vida livre da nicotina no site da instituição. Ali está o complemento educativo da campanha. O site segue a mesma estratégia de veicular imagens e mensagens positivas.
Campanha de impacto faz alerta para pais que fumam
Crianças que têm pais fumantes vão para o céu mais cedo. Este é o slogan da campanha de impacto criada pela agência Serviceplan para a fundação alemã Kindergesundheit (Saúde da Criança, em português). O público-alvo desta campanha, que começou a ser veiculada em outubro de 2006, são os pais que fumam. O primeiro anúncio mostra uma auréola de fumaça de cigarro como uma ameaça sobre a cabeça do menino. A outra peça da campanha mostra os riscos de fumar durante a gravidez. De acordo com estudos realizados pela Kindersundheit, fumar na gravidez causa má-formação fetal, distúrbios de crescimento e morte prematura.
Paz no trânsito: se beber não dirija vira ação de guerrilha
Esta ação de guerrilha criada pela agência DraftFCB de Portugal para a Antral -Associação Nacional dos Tranportadores em Automóveis Ligeiros (uma associação de taxistas local) - fez uma nova leitura do comando se beber não dirija. E colocou os prismas amarelos dos táxis em carros estacionados nas proximidades de bares e boates de Lisboa. A campanha teve uma boa repercussão em Portugal e vai iniciar uma nova etapa com o apoio do governo. O número de ligações para a Antral aumentou em 50%.
As peças de mídia impressa acima foram criadas pela McCann Erickson da Argentina para falar dos riscos da Osteoporose. O slogan é: o que tem uma mulher de 60 anos que uma de 20 anos não tem?. A campanha da Fundação Internacional de Osteoporose pretende alertar as mulheres com mais de 60 anos para a necessidade de exames preventivos. De acordo com a Fundação, uma em cada três mulheres nessa faixa etária tem osteoporose.
Seria necessário ter superpoderes como os super-heróis das histórias em quadrinhos para as crianças escaparem da violência, principalmente dos maus tratos dentro de casa. A campanha que brinca com o imaginário infantil para causar impacto nos adultos é da ong Alianza por tus Derechos que se dedica à educação, promoção e defesa dos direitos humanos na Costa Rica. As peças divulgam o disque-denúncias. A criação é da agência TBWA da Costa Rica.
A infância deveria ser um conto de fadas, mas, para muitas crianças, é uma história de terror. Este é o conceito da campanha contra as várias formas de abuso infantil feita pela agência Contrapunto de Barcelona para a organização não governamental Save The Children da Espanha, que é ligada à Unicef. Nas peças de mídia impressa, as histórias para crianças como Branca de Neve e os Sete Anões e Alice no País das Maravilhas se transformaram em Branca de Neve e as Sete Bruxas e Alice no País dos Pesadelos. O objetivo é arregimentar mais voluntários para o trabalho da ong. Veja mais sobre a campanha aqui.
As cenas do filme acima mostram um goleiro "frangueiro" que pula antes do jogador chutar a bola. A mensagem é que no trânsito, como nos pênaltis, os apressadinhos também se dão mal. Este filme faz parte da campanha promovida pela Fundação Thiago de Moraes Gonzaga de Porto Alegre contra a violência no trânsito. A Campanha Vida Urgente da Fundação está veiculando peças como esta desde 1996, além de ações educativas voltadas para os jovens. A campanha conta com o apoio das empresas Petrobrás, Chevrolet, Unificado, DM, CWA e IdéiaClick.
Os filmes norte-americanos estão mostrando mais atores e atrizes fumando, inclusive nas produções voltadas para o público infantil. O alarme foi dado por pesquisas recentes e deflagrou uma nova campanha anti-tabagista nos EUA. A Escola de Saúde de Harvard quer convencer produtores e estúdios de cinema a banir o cigarro em filmes.
A Escola mandou uma recomendação por escrito à indústria do cinema, representada pela MPAA (Motion Picture Association of America). O reitor Barry Bloom também foi à mídia para defender mudanças nos critérios de classificação dos filmes e fez uma apresentação aos executivos da MPAA, em evento aberto à imprensa. Segundo ele, o fumo, assim como os palavrões, deveria ser levado em conta ao liberar um filme para menores. Várias associações de anti-tabagismo como a organização não governamental Smoke Free Movies estão unindo esforços na campanha.
De acordo com pesquiza realizada pela Universidade da Califórnia, em 36% dos filmes voltados para o público infantil são mostrados personagens que fumam. A pesquisa realizada pela Escola de Saúde de Harvard concluiu que os 50 filmes de maior bilheteria continham personagens que fumavam 12,8 vezes a cada hora de filme. Estudos publicados pelos periódicos médicos The Lancet e Pediatrics mostram que, ao assistir cenas de consumo de cigarros, crianças de 10 anos têm 2,7 vezes mais probabilidades de começar a fumar.
A campanha de impacto Pare de fumar hoje, da Associação de Defesa da Saúde do Fumante (Adesf) é uma provocação aos que acreditam que os avanços da ciência poderão reverter os malefícios do fumo. São usadas as imagens estilizadas do coração, cérebro e pulmão em três anúncios para mídia impressa. O texto é uma linha do tempo, com as projeções de cura para os males causados pelo fumo. A campanha foi criada pela agência Neogama/BBH.
A campanha da instituição Stiftung Kindergesgesund (em português, Fundação de Saúde Infantil) contra a obesidade infantil apostou no impacto para chamar a atenção dos alemães. Nas peças de mídia impressa, a legenda diz "coma de forma saudável" mas a camiseta da criança (observe a foto) traz a mensagem mais forte: viva gordo, morra cedo, com o símbolo da caveira usado para substâncias perigosas como venenos. Na Alemanha, 4,5 milhões de crianças sofrem com a obesidade infantil. A campanha foi criada pela agência Serviceplan Hamburg.
A ajuda humanitária a refugiados de guerra precisa de mais doações. A campanha de mídia impressa do Comitê de Resgate Internacional (IRC) usa a imagem de máquinas para pegar bichinhos de pelúcia (comuns em shoppings e parques de diversão) para ilustrar que os donativos ajudam a manter o socorro em regiões de conflito e o resgate de refugiados. A instituição mantém essas ações há mais de 70 anos. A campanha foi criada pela agência DraftFCB de Nova York (EUA).
Eu vejo o que você não vê é o slogan da campanha holandesa criada pela agência Achtung! sobre violência infantil dentro de casa para a ONG SIRE (Stichting Ideële Reclame). Na Holanda, anualmente, cerca de 100 mil crianças são vítimas de abuso sexual. Mas milhares de casos não são denunciados e, consequentemente, os agressores não são punidos. O site da campanha é um bom exemplo de ação mobilizadora, convidando o internauta a denunciar abusos e colaborar com as autoridades.
EUA: punição para "turistas" sexuais pode chegar a 30 anos
Criança não é atração turística. Esse é o slogan do filme que a ONG norte-americana World Vision exibe em salões de embarque, companhias aéreas e em tevês no Cambodja, Tailândia, Costa Rica, México e Brasil. O público-alvo são os americanos. Segundo as estatísticas da Wold Vision, 25% dos turistas sexuais são cidadãos dos EUA. A organização alerta que, nos Estados Unidos, uma lei em vigor desde 2003 pune os cidadãos americanos flagrados fazendo sexo com menores de 18 anos mesmo fora do país. A pena pode chegar a 30 anos. A ONG avisa que o Departamento de Imigração está atuando em parceria com vários organismos estrangeiros para punir os americanos flagrados neste crime. Veja mais no hotsite Stop Child Tourism.
Seus filhos correm perigo. Este é o tom dos anúncios criados pela agência de Nova York Ogilvy and Mather para Environmental Defense, The Robertson Foundation e The Ad Council, três tradicionais instituições não-governamentais dos EUA. A meta da campanha, lançada em 23 de março, é ambiciosa: convencer os americanos a lutarem todos os dias de suas vidas contra o aquecimento global.
As três instituições se juntaram num mesmo esforço, a Luta contra Aquecimento Global. No site da campanha www.fightglobalwarming.com, há dicas de quais produtos consumir para minimizar a poluição da atmosfera, cuidados para adotar com o lixo caseiro, entre outras informações. Uma ferramenta interativa permite que o internauta calcule quanto de poluição por gás carbônico ele produz e como fazer para poluir menos. Além da campanha na mídia, as instituições anunciaram que vão fazer uma campanha educativa para mudar os hábitos de consumo dos americanos.
Aquecimento global esquenta eleições presidenciais nos EUA
O aquecimento global já entrou na agenda dos candidatos a candidatos a presidente dos Estados Unidos. Pré-candidatos do Partido Republicano e do Partido Democrata falam abertamente sobre o tema, que poderá ser decisivo nas primárias de cada partido. Pesquisas de opinião mostram que os americanos estão atentos. O site The heat is on traz o posicionamento de todos os candidatos sobre aquecimento global.
Por todo o país, existe uma pressão política em torno da adoção de medidas mais fortes contra o aquecimento global. Cerca de 180 cidades em New Hamphsire aderiram a uma resolução que cria um programa nacional para diminuir a emissão de gás carbônico e apoiar o desenvolvimento de tecnologias para o uso de energias alternativas. Existem projetos semelhantes em discussão em vários estados americanos. Por conta da posição do atual presidente, o republicano Geoge W. Bush, que não assinou o protocolo de Kyoto, a situação é mais complicada para os candidatos do seu partido.
Produtos químicos onde você não quer é o slogan da campanha do Greenpeace para mostrar os riscos de alguns produtos aos quais estamos todos expostos como os agrotóxicos, derivados de petróleo, entre outros. A organização fez um alerta bem-humorado num filme de 45 segundos que mostra os efeitos dos produtos químicos no esperma humano, parodiando o filme Tudo que você sempre quis saber sobre Sexo e tinha vergonha de perguntar de Woody Allen. O outro filme sobre o mesmo tema é a Moda sem Tóxicos, com roupas ecologicamente corretas feitas por estilistas espanhóis. Os dois filmes estão no site da divisão de produtos químicos do Greenpeace.
Filme inglês contra aquecimento tem trilha do Pink Floyd
Circula na internet uma inusitada campanha assinada por várias ONGs como Climate Crisis (www.climatecrisis.net), Global-Cool (www.global-cool.com) e Stop Global Warming (www.stopglobalwarming.org). O filme começa com cenas de um discurso do primeiro-ministro inglês Tony Blair, tem trilha sonora do Pink Floyd (música Proper Education) e encerra com um urso polar se depilando por causa do calor (cena emprestada de um comercial da bala Halls).
Apesar da miscelânea de imagens e referências diferentes, o filme traz muitas informações sobre as causas e conseqüências do aquecimento global, usando imagens da BBC. Numa das cenas mais chocantes mostra imagens do Monte Fiji no Japão há 30 anos e agora, com neve apenas no cume da montanha.
E o aquecimento global atingiu até o mais famoso personagem inglês da atualidade.
Canadenses pressionam ministro contra aquecimento global
A campanha contra o aquecimento global da WWF-Canadá tem um slogan direto: ignorar não vai fazer o problema desaparecer. O filme mostra cenas inusitadas de um homem lavando o carro em meio à uma enchente e outro acampando em uma floresta em chamas. A campanha usa também outras mídias. No hotsite os cidadãos canadenses podem subscrever uma petição online dirigida ao primeiro-ministro Stephen Harper. O documento propõe que as autoridades do Canadá tomem providências para reduzir as emissões de gás carbônico, diminuir o consumo de combustíveis fósseis e assuma a liderança mundial em eficiência no uso racional de energia e combustível.